A Cura
No tempo que passa, No vento que vem,
A cura se esconde, e espera também
Nas águas que correm, nas folhas ao chão,
existe um remédio na transformação
A dor se abriga no peito cansado,
Mas o tempo ensina que nada é fechado
Cicatrizes contam estórias vividas,
Marcas sagradas de almas erguidas
No olhar sincero de quem nos quer bem,
Na luz que desperta o dia além
A cura floresce em gestos pequenos,
Em passos firmes, em sonhos plenos
No toque suave, no riso inocente
No abraço apertado, no olhar trasnparente
Nas notas suaves de uma canção
A cura pulsa no coração
Cura é o tempo, é o recomeçar
É o vento levando o medo para o mar
É ver que a dor ja não nos define
Que a alma forte renasce e sublime
Nem sempre a cura é esquecer
As vezes é apenas aprender
É transformar a lágrima em verso
E ver no escuro um céu tão imenso
É soltar o peso que prende ao passado
É abrir as asas num voo alado
É perdoar a si e ao outro também
É saber que tudo se cura além
Nas presses ditas no meio da noite
Nos sonhos vivos que o peito acoite
No amor que brota sem ter explicação
A cura vibra em cada emoção
Seja no corpo, na alma ou na mente
A cura acontece, é sempre presente
Nos gestos, nos dias, na vida que segue
Em cada escolha que o medo repele
E assim seguimos com fé no olhar,
Sabendo que a cura é se permitir amar
Pois mesmo feridos, seguimos inteiros,
Com a alma forte e os passos certeiros.
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Balances abstract healing philosophy with personal emotional experience throughout.
Multiple interconnected ideas densely layered; healing explored through varied metaphorical frameworks.
Predominantly hopeful and affirming despite acknowledging pain; emphasizes resilience and transformation.
Rhythmic momentum builds through repetition and accumulating metaphors; sustained uplift without aggression.
Approximately 60+ lines; extended meditation allowing thematic development and cyclical reinforcement.
Rich metaphorical tapestry: wind, water, scars, flowers, flight; sustained ornamental language.
Pure lyric internal voice; introspective meditation on healing without narrative or dramatic persona.
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