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Leopoldo Pontes

If you don't learn to write your own story, someone else will write it for you

71 poems·Since June 2022

Leopoldo Luiz Rodrigues Pontes é meu nome. Nasci às 4 e meia da manhã, do dia 4 de abril de 1958, no bairro da Lapa, na cidade de São Paulo. No final dos anos 1970 e início dos 80, publiquei uma série de livros de poemas, por conta própria, na base do mimeógrafo e do off-set. Os principais foram: “Paixões Remuneradas”, “Sobre Rio Claro” e “Já que Tá, então Fica”. Tentei fazer alguns para educação popular, mas não foram para frente, nem os de arte em mimeógrafo. Enveredei pelas artes plásticas e pela música. Fiz várias exposições individuais e participei de coletivas. Fui solista de guitarra e cantei, em várias bandas de rock que não duraram quase nada. Individualmente, toquei vários outros instrumentos, não só de corda, mas também, muito mal, de sopro e percussão. Sempre de ouvido, embora tenha estudado profundamente música, o que ainda o faço. Minha formação acadêmica inclui jornalismo em Santos e direito em Taubaté, além de meia-pós-graduação em comunicação social e uma pós-graduação em língua portuguesa e literatura. E vários pequenos cursos adicionais, incluindo extensões, todos presenciais, que é o que existia naquele tempo. Meu primeiro emprego foi ajudar meu pai no depósito de artigos de época, fazendo pacotes, atendendo a freguesia, carregando mercadoria, auxiliando no escritório, e fazendo contas. Depois vagabundeei um pouco e fui ser cobrador. Passou um tempo e voltei a vagabundear, para depois atuar com artes plásticas e antiguidades. O dinheiro não dava para nada. Aí, recebi uma pequena herança e abri uma lanchonete que era também uma casa de chá. Logo, minha esposa estava participando, até que, de repente, passou a cuidar sozinha do local. Nesse meio tempo, fui chamado como redator e repórter da Rádio Emissora de Campos do Jordão. Depois, concomitantemente, fui empregado de diversos jornais escritos, como diretor de redação, fotógrafo, editor, redator, repórter, diagramador, etc., tudo ao mesmo tempo, já que eram jornais pequenos. Também trabalhei, uns meses, como jornalista da prefeitura, o que me garantiu uns bicos em períodos eleitorais. Como jornalista, fiz ainda alguns frilas e uma correspondência por três meses tórridos! Noutra época, meus finais de semana eram tomados por uma galeria de arte de Campos do Jordão. Quando fui demitido da Rádio Emissora, comecei a trabalhar como advogado, e logo fui chamado pela Sabesp, para a qual havia prestado concurso, em Caraguatatuba, onde trabalhei como atendente a consumidores. Minha aposentadoria foi pela Sabesp. Moro atualmente no litoral norte do estado de São Paulo. Meus hobbies são ouvir discos de vinil, ler muito, ver filmes e séries. E fazer cursos e oficinas pela internet. Contato: [email protected]

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CRISIS

June 27, 2022

Duplo

Dúbio

Crisis tem ciúmes de Crisis

Quem é Crisis? Eu ou ela?

Crisis vive o dia a luz o sim

Crisis é a negação de Crisis, é a sombra o não

Crisis é violência é paixão

Ela mata sua duplicidade mas a sua dor não morre jamais

Duplo

Dúbio

Crisis não sabe o que é o vulto que mal percebe nem o sofrimento

Crisis é a tempestade na dupla vida de quem quer e não sabe o que quer

Crisis quer querer

Crisis quer saber

Crisis é dúbio

Crisis duplo nas sombras e na imensidão eterna

Ninguém conhece Crisis

Nem ela

Corre, Crisis, vai atrás das tuas visões e dos teus sonhos

Descobre a dualidade que destruiu Crisis

Remonta

Renasce

Dia após dia

Com suas asas quase iguais

Crisis tem ciúmes de Crisis

Crisis não sabe quem é Crisis

Uma sabe que a outra existe

Nada faz para confortá-la

Outra não sabe que a segunda existe

E a mata continuamente como se fosse a maior de suas inimigas

Crisis chora

Ela não me quer

Crisis não quer morrer

Mas Crisis quer matar Crisis

A tempestade faz Crisis correr sem olhar por onde avança

E Crisis bate de frente com Crisis

E Crisis choram

Choram as Crisis

O vulto o escuro a dor o sofrimento a clareza

Parceiras no destino e na Providência estendem suas nobrezas

Homem e super homem

 

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